Resenha: Suicidas


Resultado de imagem para capa do livro suicidasSinopse:
 Um porão, nove jovens e uma Magnum 608. O que poderia ter levado esses universitários da elite carioca - aparentemente sem problemas - a participar de uma roleta-russa?

Um ano depois do trágico evento, que terminou de forma violenta e bizarramente misteriosa, uma nova pista, até então escondida pela policia, ilumina o nebuloso caso. Sob o comando da delegada Diana Guimarães, as mães desses jovens são reunidas para tentar entender o que realmente aconteceu, e os motivos que levaram seus filhos a cometerem suicídio.

Por meio da leitura das anotações feitas por um dos suicidas do fatídico episódio, as mães são submersas no turbilhão de momentos que culminaram na morte de seus filhos. A reunião se dá em clima de tensão absoluta, verdades são ditas sem falsa piedade das máscaras sociais e, sorrateiramente, algo maior começa a se revelar.


"O autor só tem 22 anos, mas é incrível. Não consegui parar até o fim"
Walcyr Carrasco, escritor e novelista.

"Uma trama das mais originais e surpreendentes dos últimos tempos. Uma revelação"
Alberto Mussa, escritor.

"Raphael Montes desponta como promessa da literatura policial brasileira"
O Globo.

"Um garoto invade o território do noir"
O Estado de S. Paulo.

"Uma estrela em ascensão"
Ellery Queen's Mystery Magazine


Resenha:
Raphael Montes tem uma maneira singular de escrever, essa sua maneira nos leva junto, mais do que mero leitor partilhamos de sua história como protagonista, um dos seus nove personagens criado que dá o fio condutor dessa trama perturbadora.

Imagine o cenário: Rio de Janeiro, classe média alta um grupo de universitários decide se suicidar em conjunto e o que eles prometem realmente acontece. Um ano depois a mãe desses jovens junto com a policia local tentam investigar o que houve realmente e qual foi o motivo que levou esses jovens a se matar.

O livro é narrado por três ângulos diferentes, o diário de Alessandro, o livro que ele escreve em tempo real, e a reunião que as mães das vitimas fazem 1 ano após o ocorrido, sob o comando de uma Delegada a Diana Guimarães.

Raphael consegue nos prender a trama de tal forma que quando o capítulo acaba sempre é no ápice e volta para reunião das mães ou pro diário do Alessandro, e isso nos deixa roendo as unhas literalmente. Em se tratando de personagens Raphael conseguiu construí-los muito bem, cada um com seus dilemas e seus problemas pessoais.

Os meus trechos preferidos são aqueles sangrentos, Raphael Montes consegue imprimir direitinho isso, foi tão bem descritos que dá a sensação, de estarmos lá vendo aquele suicídio do grupo, precisamos de estômago para ler aquelas páginas grotescas que inundam a página de sangue.

E o final a parte foi um dos melhores que li em anos, mais um ponto positivo na carreira de Raphael Montes sendo esse seu primeiro livro, já tem muito mérito. Sempre quando vem em nossa mente autores policiais, pensamos logo nos autores nórdicos ou os norte-americanos, mais a nossa literatura brasileira e a mundial ganhou mais um nome no seu rol: Raphael Montes.



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